O mundo dos games já passou por várias revoluções: gráficos 3D, mundos abertos, jogos como serviço, realidade virtual… mas agora um novo termo começou a assustar (e intrigar) jogadores e desenvolvedores: jogo feito por IA.
E no centro dessa conversa está Codex Mortis, um título de terror psicológico que ganhou notoriedade após seu próprio desenvolvedor afirmar publicamente que ele seria o primeiro jogo criado majoritariamente com Inteligência Artificial a ser lançado na Steam.
Mas afinal… que jogo é esse?
Ele é bom ou só polêmico?
Vale a pena jogar ou é mais curiosidade tecnológica do que experiência gamer?
Respira fundo, apaga a luz e vem entender tudo.

🎮 O que é Codex Mortis?
Codex Mortis é um jogo indie de terror psicológico e narrativo, focado em atmosfera, desconforto e interpretação. Ele não aposta em ação, armas ou perseguições constantes. O medo aqui vem de outro lugar: do que é lido, sentido e sugerido.
O jogador explora ambientes fechados, decadentes e simbólicos, enquanto entra em contato com textos, registros, fragmentos de história e elementos visuais perturbadores. Nada é explicado de forma direta. O jogo confia que o jogador vai ligar os pontos — ou enlouquecer tentando.
O grande diferencial?
Segundo o desenvolvedor, boa parte do conteúdo foi criada com auxílio de IA.
🤖 “Feito por IA”: o que isso realmente significa?
Vamos separar o fato da histeria.
O desenvolvedor de Codex Mortis afirmou em entrevistas e materiais promocionais que o jogo foi majoritariamente desenvolvido com o uso de Inteligência Artificial, especialmente em:
- Construção da narrativa
- Textos e documentos internos
- Conceitos de lore
- Ideias de ambientação
- Parte da direção criativa inicial
Isso não significa que o jogo foi feito “sozinho”. Ainda houve intervenção humana em:
- Programação
- Montagem do jogo
- Publicação na Steam
- Curadoria do conteúdo gerado
Mas o ponto central é: o criador assume a IA como pilar criativo, e não apenas como ferramenta secundária. Essa transparência foi o que colocou Codex Mortis no radar da mídia gamer.

🧠 Uma experiência mais psicológica do que assustadora
Se você espera jumpscares a cada esquina, talvez Codex Mortis não seja seu jogo.
Aqui, o terror é lento, crescente e psicológico.
O jogo aposta em:
- Silêncio incômodo
- Sons ambientes sutis
- Textos inquietantes
- Simbolismo religioso e existencial
- Sensação constante de estar sendo observado
A proposta lembra experiências como:
- Visage
- MADiSON
- Layers of Fear
- P.T.
Não no sentido de copiar, mas de priorizar atmosfera acima de tudo.
📖 História: um livro que não deveria ser lido
Sem entrar em spoilers, Codex Mortis gira em torno da ideia de um conhecimento proibido. O próprio nome entrega isso:
- Codex: livro antigo, manuscrito, algo preservado
- Mortis: morte
A narrativa sugere que certas verdades não foram feitas para serem descobertas. O jogador é atraído por textos, símbolos e registros que, aos poucos, corroem a sanidade do protagonista — e a sua.
Nada é mastigado.
Tudo é interpretação.
E aqui entra um ponto curioso: a IA parece funcionar muito bem nesse tipo de proposta, criando textos que soam estranhos, desconexos e perturbadores, quase como um fluxo de consciência.
🕯️ Atmosfera e direção artística
Visualmente, Codex Mortis é simples, mas proposital. Não espere gráficos de última geração. O foco é:
- Iluminação opressiva
- Ambientes fechados e claustrofóbicos
- Paleta de cores fria e morta
- Elementos simbólicos espalhados pelo cenário
O jogo sabe que menos é mais no terror psicológico. E acerta ao não exagerar.
A trilha sonora quase não aparece — o silêncio é parte do medo.
⚙️ Especificações técnicas (PC)
Por ser um jogo indie e relativamente leve, Codex Mortis roda em uma ampla gama de PCs.
Requisitos mínimos (estimados):
- Sistema: Windows 10
- Processador: Intel i5 ou equivalente
- Memória: 8 GB de RAM
- Placa de vídeo: GTX 1050 / RX 560
- Armazenamento: cerca de 10 GB
Recomendado:
- Processador mais recente
- 16 GB de RAM
- SSD (melhora bastante o carregamento)
Nada absurdo, o que facilita o acesso para o público indie.
💰 Preço no Brasil
No Brasil, Codex Mortis chega com um preço dentro do padrão indie na Steam.
💵 Preço estimado:
- Entre R$ 29,90 e R$ 39,90
É um valor condizente com:
- A duração do jogo
- A proposta experimental
- O foco narrativo
Além disso, é o tipo de jogo que costuma aparecer em promoções sazonais.

🎯 Público-alvo: para quem é esse jogo?
Codex Mortis não é para todo mundo — e isso não é um defeito.
Vai agradar quem:
✔️ Curte terror psicológico
✔️ Gosta de jogos narrativos
✔️ Prefere atmosfera a ação
✔️ Curte teorias, simbolismo e finais abertos
✔️ Se interessa pelo debate sobre IA nos games
Pode frustrar quem:
❌ Busca gameplay frenético
❌ Quer história explicada passo a passo
❌ Não gosta de leitura em jogos
❌ Espera gráficos realistas
É um jogo mais cerebral do que adrenalínico.
🧠 A polêmica: revolução ou exagero?
A grande pergunta é inevitável:
Codex Mortis é realmente o “primeiro jogo feito por IA”?
Tecnicamente, não existe validação oficial da Steam para isso.
Mas o que torna o jogo relevante é outra coisa: ele assume essa identidade publicamente.
Isso abre debates importantes:
- Quem é o autor de uma obra criada com IA?
- IA é ferramenta ou criadora?
- Isso ameaça desenvolvedores humanos ou amplia possibilidades?
Codex Mortis pode não ser perfeito, mas ele marca um momento.
🕹️ Vale a pena jogar?
A resposta curta: sim, se você entende a proposta.
A resposta honesta:
Codex Mortis vale mais pela experiência e pela discussão do que pela inovação técnica pura. Ele não reinventa o terror, mas adiciona uma nova camada ao gênero: o uso consciente e declarado da IA como parte do processo criativo.
Não é um jogo para maratonar.
É um jogo para sentir, interpretar e refletir.
🔮 Veredito final
Codex Mortis não é só um jogo de terror.
É um experimento narrativo, um manifesto indie e um sinal do que pode vir pela frente.
Se ele é o primeiro jogo feito por IA ou não, o tempo vai discutir.
Mas que ele abriu a porta — isso, sem dúvida, abriu.
Para quem curte games, tecnologia e boas polêmicas…
👉 é uma experiência que merece ser vivida.










