O colecionismo de jogos antigos deixou de ser apenas um hobby de nicho para se tornar um fenômeno cultural e econômico. Em 2026, com a economia brasileira ainda desafiadora, muitas pessoas se perguntam: vale a pena começar a colecionar jogos retrô agora? Existe idade certa? Dá para transformar isso em renda? Ou é só nostalgia cara?
A resposta curta é: sim, vale a pena, mas não do jeito que muita gente imagina.
A resposta longa — e realista — você confere neste artigo.
O que é colecionar jogos antigos hoje?
Colecionar jogos antigos não é simplesmente guardar coisas velhas. Trata-se de preservar história, reviver memórias e, em alguns casos, transformar conhecimento em valor.
Estamos falando de:
- Cartuchos
- CDs e DVDs
- Consoles clássicos
- Caixas originais
- Manuais
- Edições específicas
Em um mundo dominado por jogos digitais, serviços por assinatura e nuvem, o físico ganhou um novo significado. O jogo antigo virou objeto cultural, quase como vinil ou fita VHS.
Por que o colecionismo retrô continua crescendo?
Mesmo com emulação, relançamentos digitais e mini-consoles, o mercado retrô segue aquecido. Os principais motivos são:
- Nostalgia: adultos que cresceram nos anos 90 e 2000 hoje têm poder de compra.
- Escassez: os jogos físicos não são mais fabricados.
- Experiência tátil: ligar o console, colocar o cartucho, folhear o manual.
- Preservação: muitos veem os jogos como patrimônio cultural.
O resultado é um mercado ativo, com demanda constante, especialmente por itens bem conservados.
Quais consoles são mais visados no Brasil?
No cenário brasileiro, alguns consoles se destacam mais que outros, seja por popularidade histórica ou por facilidade de manutenção:
- Super Nintendo (SNES)
- Mega Drive
- PlayStation 1
- Nintendo 64
- Game Boy e Game Boy Color
- PlayStation 2 (já considerado retrô)
Esses consoles têm algo em comum: alto fator nostalgia + grande biblioteca de jogos.
Estado de conservação: o que realmente importa
Aqui está um ponto decisivo no colecionismo. Um mesmo jogo pode ter valores completamente diferentes dependendo do estado:
- Somente a mídia (cartucho ou disco)
- Mídia + caixa
- Completo (CIB – Complete in Box): mídia, caixa e manual
- Lacrado
Exemplo prático:
- Jogo solto: R$ 150
- Completo: R$ 600
- Lacrado: valores que ultrapassam milhares de reais
- Compra jogos da infância
- Quer jogar
- Não se preocupa tanto com caixa perfeita
- Valor emocional acima do financeiro
- Analisa escassez e demanda
- Compra versões específicas
- Pensa em conservação e longo prazo
- Enxerga valor futuro
- Cautela
- Planejamento
- Foco no mercado nacional
- Dólar influencia diretamente jogos importados
- Taxas e impostos encarecem compras externas
- Versões brasileiras e NTSC-U costumam ter maior liquidez
- Mercado local ainda oferece oportunidades de garimpo
- Garimpo e revenda: Comprar itens mal precificados, limpar, testar e revender. Margem não vem de sorte, vem de conhecimento.
- Curadoria: Completar jogos (caixa + manual) aumenta muito o valor final.
- Nicho: Quem se especializa vende mais rápido (Ex: terror no PS1, Nintendo portátil, versões brasileiras).
- Comprar reprodução achando que é original
- Pagar preço de item completo em jogo incompleto
- Seguir hype momentâneo
- Misturar dinheiro pessoal com hobby
- Achar que tudo vai valorizar
- 18 a 25 anos: Orçamento menor, muito tempo para estudar. Ótimo para aprender mercado.
- 26 a 35 anos: Fase mais comum, renda estável, nostalgia forte. Ideal para começar.
- 36 a 50 anos: Compras mais conscientes, foco em qualidade, menos impulso.
- 50+: Visão histórica, preservação, coleção seletiva.
- Gosta de games além da tela
- Tem paciência
- Valoriza história
- Entende que não é dinheiro rápido
- Precisa de retorno imediato
- Não gosta de estudar mercado
- Compra por impulso
- Confunde hobby com investimento financeiro
Conclusão: vale a pena começar em 2026?
Sim, vale. Mas vale do jeito certo.
Colecionismo de jogos antigos em 2026 funciona melhor como hobby estratégico, pode gerar renda paralela, exige estudo e paciência, e recompensa quem pensa no longo prazo. Mais do que acumular jogos, colecionar é entender o valor da memória em uma era totalmente digital.
E isso, independentemente da economia, nunca sai de moda.










