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Death Stranding Director’s Cut no Game Pass: Vale a pena? (Review)

anner de review do jogo Death Stranding Director's Cut apresentando o protagonista Sam Porter Bridges e o selo do Xbox Game Pass.

Quando Death Stranding foi lançado originalmente, ele rapidamente se tornou um dos jogos mais divisivos da indústria. Para alguns, uma obra-prima autoral de Hideo Kojima. Para outros, um jogo lento demais, estranho demais e distante do que se espera de um blockbuster. Anos depois, com a chegada da Director’s Cut ao Xbox Game Pass, a pergunta volta com força total: vale a pena dar uma chance agora?

A resposta curta é: sim — mas não para todo mundo.
A longa… você confere a seguir.


Uma proposta que foge completamente do padrão

Death Stranding não tenta ser parecido com outros jogos. E isso é intencional.

Você controla Sam Porter Bridges, um entregador em um mundo pós-apocalíptico devastado por um evento misterioso que separou as pessoas, destruiu cidades e trouxe criaturas sobrenaturais para a realidade. A missão de Sam não é salvar o mundo com armas, mas reconectar a humanidade, ligando comunidades isoladas por meio de entregas e reconstrução de infraestrutura.

Na prática, isso significa carregar cargas pesadas por terrenos difíceis, atravessar montanhas, rios e áreas perigosas, sempre planejando cada passo. O jogo transforma algo simples — caminhar — em sua principal mecânica, e surpreendentemente, isso funciona.

Aqui, o desafio não é apertar botões rapidamente, mas pensar, planejar e persistir.


Gráficos e performance no Xbox Game Pass

Visualmente, Death Stranding Director’s Cut continua sendo impressionante, mesmo anos após seu lançamento original.

No Xbox Series X, o jogo entrega:

  • cenários amplos e realistas,
  • iluminação cinematográfica,
  • efeitos climáticos detalhados,
  • personagens com expressões faciais muito bem animadas.

O desempenho é estável, com tempos de carregamento rápidos e ótima fluidez. No Xbox Series S, a experiência também é muito boa, especialmente para quem baixa o jogo localmente. Já no Xbox Cloud Gaming, a experiência depende bastante da qualidade da conexão: como o jogo é extremamente focado em paisagens e atmosfera, conexões instáveis podem comprometer a qualidade visual por conta da compressão de vídeo.

De forma geral, jogar localmente é a melhor opção para aproveitar tudo o que o jogo oferece.


Jogabilidade: quando caminhar vira estratégia

Aqui está o ponto mais importante da experiência.

Em Death Stranding, você:

  • carrega pacotes de diferentes tamanhos e pesos;
  • precisa equilibrar o corpo do personagem para não cair;
  • planeja rotas seguras ou mais rápidas;
  • constrói estruturas para facilitar deslocamento;
  • enfrenta ameaças humanas e sobrenaturais.

Tudo isso cria uma jogabilidade estranhamente envolvente. Cada entrega vira um pequeno quebra-cabeça logístico. Vale atravessar o rio agora ou dar a volta? Dá para carregar tudo de uma vez ou é melhor fazer duas viagens? Construir uma ponte aqui vai facilitar entregas futuras?

Além disso, o jogo possui um sistema online assíncrono brilhante: você vê estruturas construídas por outros jogadores e pode usar — ou melhorar — essas construções. Não há contato direto, mas existe uma sensação constante de cooperação.

É um jogo sobre ajudar e ser ajudado, mesmo jogando sozinho.


O que a Director’s Cut adiciona à experiência

A versão Director’s Cut, disponível no Game Pass, é a forma definitiva de jogar Death Stranding.

Entre as principais adições estão:

  • novos equipamentos que facilitam transporte e mobilidade;
  • desafios extras em modos de treino e corrida;
  • pequenas missões adicionais;
  • melhorias de interface e qualidade de vida.

Nada disso muda a essência do jogo, mas tudo contribui para torná-lo mais acessível, variado e menos repetitivo, especialmente para novos jogadores.


Narrativa, personagens e atmosfera

Se existe algo que Death Stranding faz com excelência, é construir atmosfera.

A história é densa, cheia de simbolismos, metáforas e conceitos abstratos. Kojima não entrega tudo de forma simples ou direta. Muitas perguntas ficam no ar por horas — às vezes até o final do jogo.

Os personagens são excêntricos, memoráveis e, em vários momentos, profundamente humanos. As cutscenes são longas, cinematográficas e bem dirigidas, o que pode encantar ou afastar, dependendo do perfil do jogador.

Quem gosta de histórias profundas, reflexivas e cheias de camadas vai encontrar aqui uma narrativa marcante. Quem prefere jogos mais objetivos pode achar excessivo.


Nem tudo é perfeito

Apesar de suas qualidades, Death Stranding não é isento de problemas.

O ritmo inicial é lento, e o jogo demora algumas horas para “clicar”. A falta de ação constante pode frustrar jogadores mais impacientes. Além disso, a narrativa abstrata pode confundir quem espera explicações diretas.

Esses pontos não tornam o jogo ruim, mas reforçam que ele não é para todo mundo — e isso faz parte da identidade da obra.


Vale a pena jogar no Xbox Game Pass?

Aqui está o ponto-chave: sim, vale muito a pena, especialmente por estar no Game Pass.

A assinatura elimina o maior risco do jogo: o investimento financeiro inicial. Você pode experimentar, jogar algumas horas e decidir por conta própria se a proposta funciona para você.

Poucos jogos no catálogo oferecem uma experiência tão diferente, autoral e memorável quanto Death Stranding Director’s Cut. Mesmo que você não chegue até o final, a vivência já vale o tempo investido.


Veredito Final

Nota: 9/10

Pontos Positivos

  • Proposta única e autoral
  • Narrativa profunda e cinematográfica
  • Visual impressionante
  • Sistema online cooperativo inteligente
  • Versão Director’s Cut é a mais completa

Pontos Negativos

  • Ritmo inicial lento
  • Pouca ação tradicional
  • Pode não agradar todos os públicos

Recomendado para:
Jogadores que buscam experiências diferentes, narrativas fortes e jogos que fogem do padrão.


E você? Já deu uma chance ao Sam Porter Bridges ou ainda acha que Death Stranding é só um “simulador de caminhada”? Conta pra gente nos comentários.

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