O mercado de consoles raramente é gentil com novidades fora do eixo PlayStation, Xbox e Nintendo. Ainda assim, de tempos em tempos, surge um produto que quebra essa lógica. É o caso do Nex Playground, o console focado em movimento que surpreendeu ao superar o Xbox Series X|S em vendas na última Black Friday nos EUA.
Agora, em pleno início de 2026, a empresa revelou na CES seus planos de expansão global. Complementando o sucesso que reportamos anteriormente, o fenômeno Nex Playground prova que há um oceano azul onde os gigantes não estão olhando.
O “porquê” do sucesso: foco na família (e nos licenciamentos)
Em entrevista recente ao The Game Business, o CEO David Lee explicou que o objetivo não é competir com o PS5 em poder gráfico. O foco é preencher o vazio deixado pelo Nintendo Wii.
A estratégia de 2026 foca em “atalhos de confiança”: parcerias com marcas gigantes como Peppa Pig, Vila Sésamo, Bluey e Barbie. Para os pais, é muito mais fácil investir em um console que já traz os personagens favoritos dos filhos.
Hardware: IA em vez de força bruta
Apesar de ter um poder gráfico comparável ao de um PS3, o Nex Playground é tecnicamente superior ao antigo Kinect. Ele possui uma NPU (Unidade de Processamento Neural) dedicada para visão computacional.
- Sem Lag: Diferente do sensor da Microsoft, o Nex rastreia várias pessoas simultaneamente com precisão e sem atraso.
- Privacidade: O processamento é local. O console não armazena vídeos na nuvem e possui uma tampa física para a câmera.
2026: O ano da expansão e dos esportes
Se em 2025 o Nex era um segredo dos EUA e Canadá, 2026 marca a chegada à Europa, começando pelo Reino Unido no primeiro semestre. A meta ousada é atingir 10 milhões de unidades.
A grande aposta para este ano são os esportes. A Nex anunciou parcerias com:
- NBA: Jogos de basquete interativos.
- Dude Perfect: Títulos focados em “trick shots” (tiros de precisão).
- Playdate: Uma nova função de “encontro marcado” para crianças jogarem juntas remotamente com total segurança.
O verdadeiro negócio: O Play Pass
O console custa US$ 249, mas o lucro real vem do Play Pass. David Lee estudou os erros da Nintendo e percebeu que o público casual compra o console, joga Wii Sports e nunca mais gasta nada. O modelo de assinatura (Netflix dos jogos) garante que a Nex continue produzindo conteúdo novo semanalmente, mantendo as famílias engajadas por anos.
E no Brasil? O desafio da localização
Aqui no Game Division, analisamos que o console tem um potencial enorme para o público brasileiro “órfão” do Kinect e do Wii. No entanto, os desafios são reais:
- Custo Brasil: Por US$ 249, o preço final importado pode ser salgado.
- Localização: A Nex afirmou que, para sua expansão internacional em 2026, a prioridade é localizar conteúdo e interface. Se o português estiver nos planos, o console pode virar um hit em festas e salas de estar brasileiras.
Conclusão
O Nex Playground não é um “hype” passageiro. Com faturamento de US$ 150 milhões em 2025 e um ecossistema sólido de assinaturas, ele é a prova de que inovação não é só sobre teraflops, mas sobre fazer as pessoas se levantarem do sofá.
Gostou da análise? Você acha que o Nex Playground teria espaço na sua sala ou prefere os controles tradicionais? Comente abaixo!
Fonte da Entrevista: The Game Business
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