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PRAGMATA – Joguei a Demo e Agora Entendo Por Que a Capcom Demorou Tanto

Confesso: comecei a demo de Pragmata sem saber exatamente o que esperar. O jogo passou anos sumido, virou meme de adiamento e muita gente já tinha desistido. Mas bastaram os primeiros minutos com o controle na mão pra ficar claro que esse não é um projeto comum da Capcom — e talvez justamente por isso tenha levado tanto tempo.

Logo de cara, o clima pesa. Silêncio, uma base lunar abandonada, estruturas gigantescas e uma sensação constante de isolamento. Pragmata não tenta te impressionar com explosões imediatas. Ele te puxa pela atmosfera. Cada passo parece calculado, cada corredor tem algo estranho demais pra ser ignorado.

Jogabilidade: não é só atirar

O maior choque da demo é perceber que Pragmata não é um shooter tradicional. O combate exige mais cabeça do que reflexo. Você controla Hugh, mas quem realmente muda o jogo é Diana, a androide que te acompanha o tempo todo.

Durante os combates, você precisa hackear os inimigos em tempo real, usando Diana enquanto se move, atira e se protege. No começo parece confuso, mas quando “clica”, vira algo bem único. Não é rápido demais, nem lento — é tenso. Errar um hack no momento errado significa tomar dano sério.

Essa mistura de ação com puzzle deixa tudo mais estratégico. Não dá pra sair correndo e atirando em tudo. Pragmata te obriga a pensar, e isso é raro hoje.

Exploração e sensação de mundo

A demo não é longa, mas deixa claro que o jogo aposta forte em exploração vertical. Gravidade reduzida, saltos longos, áreas abertas e outras extremamente claustrofóbicas. A base lunar parece viva, mesmo vazia.

Visualmente, o jogo impressiona não pela quantidade de detalhes, mas pela direção artística. Tudo é frio, metálico, solitário. A lua aqui não é bonita — é opressiva. E funciona.

História: pouco dito, muito sugerido

A Capcom foi inteligente em não explicar tudo. A demo entrega fragmentos de narrativa, diálogos curtos e situações estranhas o suficiente pra gerar curiosidade. Quem é Diana? Por que aquela base foi abandonada? O que deu errado ali?

Nada é jogado na sua cara. Pragmata confia que o jogador vai querer continuar justamente por não entender tudo ainda.

Performance e sensação técnica

Na demo, o jogo rodou estável, sem bugs gritantes ou quedas bruscas. Dá pra sentir que é um projeto pensado pra nova geração, tanto na iluminação quanto nas animações. Os movimentos são pesados, mas intencionais — combinam com o ambiente.

Valeu a pena jogar a demo?

Sim. Muito.

Pragmata não é pra todo mundo, e isso é um elogio. Ele não quer competir com shooters frenéticos nem ser um blockbuster genérico. Ele quer ser estranho, diferente e memorável. E consegue.

Se o jogo final mantiver esse nível de identidade e aprofundar o combate com Diana, a Capcom pode ter algo realmente especial nas mãos — daqueles jogos que dividem opiniões, mas ficam na memória.

Depois dessa demo, uma coisa ficou clara:
Pragmata não atrasou à toa.

Trailer:

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