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PS6 adiado? Entenda como a crise de memória RAM afeta o novo PlayStation

"Conceito artístico de um console de videogame futurista com o logotipo PlayStation, exibindo componentes internos iluminados e módulos de memória RAM em destaque sobre um suporte de vidro, em um cenário de laboratório tecnológico."

A próxima geração de consoles já vem sendo debatida muito antes de qualquer anúncio oficial. PS6, novo Xbox, hardware “next-gen”… tudo isso já faz parte do imaginário gamer. No entanto, existe um fator pouco discutido fora dos círculos técnicos que pode definir — e até atrasar — essa geração: a crise global de memória RAM.

Segundo rumores recentes, esse cenário já estaria impactando diretamente os planos da Sony para o PlayStation 6.


O que é a chamada “crise de memória RAM”?

Quando se fala em crise, não se trata de uma falta absoluta de chips, mas de um cenário em que a memória se tornou cara, disputada e estrategicamente crítica para a indústria.

Os principais fatores são:

  • Transição para memórias mais avançadas, como GDDR6X e futuras GDDR7
  • Capacidade limitada de produção nas fábricas
  • Prioridade da indústria voltada para inteligência artificial e data centers
  • GPUs de IA consumindo volumes extremos de memória
  • Consoles exigindo memória unificada, que é mais complexa e cara

Hoje, a memória deixou de ser apenas um componente técnico e passou a ser um verdadeiro gargalo estrutural.


Por que a memória é tão crítica em consoles?

Diferente dos PCs, consoles utilizam memória unificada, ou seja, o mesmo bloco de RAM é compartilhado entre sistema operacional, CPU e GPU.

Isso traz vantagens técnicas importantes, mas também cria desafios claros:

  • Não existe possibilidade de upgrade
  • O hardware precisa se manter relevante por 7 a 8 anos
  • Todos os jogos da geração precisam funcionar dentro desse limite fixo

No PS5 e no Xbox Series, os 16 GB de GDDR6 já operam no limite. Jogos atuais dependem fortemente de compressão agressiva, streaming constante de assets e soluções inteligentes para manter desempenho e qualidade visual.


O PS6 pode ser adiado? O que dizem os rumores

De acordo com informações divulgadas por veículos como o TudoCelular, a Sony estaria enfrentando dificuldades para definir o hardware final do PS6 justamente por causa do alto custo da memória RAM.

Os rumores indicam que:

  • O preço da memória de alto desempenho subiu além do esperado
  • Grande parte da produção está sendo direcionada para IA e servidores
  • Garantir grandes volumes de RAM a um custo viável se tornou um desafio
  • Isso pode levar a Sony a reavaliar o cronograma do PS6

Na prática, um lançamento antes especulado entre 2027 e 2028 poderia ser empurrado para mais perto de 2029, dependendo da evolução dos preços e da oferta de memória no mercado.

Vale reforçar: nada disso é oficial, mas o rumor faz sentido do ponto de vista técnico e econômico.


Quantidade de RAM no PS6: expectativa vs realidade

Mesmo com um possível adiamento, isso não significa que o PS6 chegará “turbinado” em memória.

Os cenários mais realistas apontam para:

  • 24 GB de RAM unificada como configuração mais provável
  • 32 GB apenas se houver uma queda significativa nos preços
  • 64 GB praticamente inviável para um console de massa

O grande desafio da Sony é equilibrar custo, longevidade do hardware e preço final para o consumidor.


Como os jogos vão evoluir dentro desse limite?

A limitação de memória não impede evolução, mas muda completamente a abordagem. A próxima geração deve apostar fortemente em:

  • Upscaling avançado (PSSR, DLSS, FSR)
  • Streaming inteligente de texturas e modelos
  • Compressão assistida por IA
  • Ray Tracing mais seletivo e bem otimizado
  • Menos força bruta e mais eficiência

O foco deixa de ser resolução nativa a qualquer custo e passa a ser qualidade percebida.


Mundos abertos: grandes, mas mais controlados

A crise de RAM também impacta diretamente o design dos jogos:

  • Mundos abertos continuarão grandes, porém mais segmentados
  • Alta densidade apenas em áreas-chave
  • NPCs mais inteligentes, mas em menor número simultâneo
  • Simulação parcial, não total

A ideia de cidades 100% vivas o tempo todo ainda esbarra diretamente nos limites de memória.


IA no PS6: solução e problema ao mesmo tempo

O PS6 deve contar com aceleradores dedicados de IA para:

  • Reconstrução de imagem
  • Animações mais naturais
  • NPCs mais reativos
  • Otimização dinâmica de performance

A IA ajuda a economizar recursos, mas também consome memória.

Esse paradoxo define boa parte dos desafios técnicos da próxima geração. O PS6 será, acima de tudo, um exercício constante de equilíbrio técnico.


Quem sofre mais com esse cenário?

Mais afetados:

  • Jogos mal otimizados
  • Estúdios médios dependentes de engines pesadas
  • Ports apressados de PC

Menos afetados:

  • First parties
  • Estúdios com engine própria
  • Jogos com forte direção artística

Conclusão

A crise de memória RAM não é um detalhe técnico: é um fator estrutural que já está moldando a próxima geração de consoles. Os rumores sobre um possível adiamento do PS6 reforçam que o problema é real, complexo e difícil de contornar.

A próxima geração não será definida por números gigantes, mas por eficiência, inteligência e maturidade técnica.

E, ironicamente, é exatamente isso que pode torná-la uma das gerações mais interessantes da história dos consoles.

Fonte: tudocelular

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